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Barómetro RH / Expresso
Dr. Amândio da Fonseca Administrador do Grupo EGOR QUE FUTURO PARA AS CENTENAS DE RECÉM LICENCIADOS QUE DENTRO DE MESES VÃO ENTRAR NO MERCADO DE TRABALHO ? QUE ESTRATÉGIAS PARA ENCONTRAR EMPREGO ? QUE DESAFIOS PARA O PAÍS ?O teorema de Pink Na situação actual e por mais cruel e injusto que seja constatá-lo , não são animadoras as perspectivas de emprego para a grande maioria dos recém licenciados que daqui a alguns meses entrarão no mercado de emprego. Com excepção dos escassos licenciados nas áreas tecnológicas, em medicina e gestão é muito provável que a esmagadora maioria dos numerosos licenciados oriundos das ciências humanas : direito, desporto, marketing e publicidade, sociologia, psicologia, relações públicas, educação e serviços sociais esteja condenada a engrossar as dezenas de milhares de jovens licenciados que circulam nos centros de emprego ou se vêem obrigados a trabalhos pouco qualificados, mal remunerados e com escasso futuro. Não é fácil, nem seria realista, definir estratégias habilidosas e com efeito imediato na concretização do emprego. As verdadeiras estratégias são estratégias de fundo que passam pela liquidação do sonho da licenciatura fácil como o "abre-te Sésamo" do futuro. São estratégias que têm que emergir de uma alteração profunda não só do sistema de educação mas sobretudo das mentalidades. A fuga sistemática dos jovens das áreas das ciências e das tecnologias, traduzida no acesso facilitado a licenciaturas com reduzido valor acrescentado para o desenvolvimento do País, provocou um excesso de licenciados sem empregabilidade no mercado de trabalho que temos em Portugal. Estamos agora a pagar a factura de uma visão tacanha dos sucessivos governos, geradora de uma política excessivamente complacente de educação, que se propagou nas famílias e se traduz numa desvalorização do esforço intelectual em detrimento de uma cultura de facilitismo, impregnado e incentivado nas gerações pós revolução e que nos conduziu a uma cultura baseado na canhestra valorização da inteligência verbal em detrimento do desenvolvimento das competências relacionadas com o "saber fazer". Numa altura em que a "Era do Conhecimento" de Drucker está a evoluir de forma acelerada para a "Era da Criatividade " tudo leva a crer que o sistema educativo terá que preparar profissionais com capacidade para construir uma carreira baseada nas propostas de Daniel Pink (*) : Alguém , noutro país, está a fazer, com menos custos ,o mesmo que eu ? Um computador pode fazer o mesmo que eu, mas muito mais rápido? Aquilo que sei fazer tem, para além de procura, potencial para satisfazer necessidades transcendentes e imateriais? (*)A Whole New Mind . |

